FADO FALADO

Não faço acordos. Não celebro compromissos. Não tenho preferências políticas. Digo o que penso. Calo o que quero. Não me furto a dizer o que penso nem a quem gosto ... Quem puder ... que me julgue ...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Até breve...


Postado por Narrador às 05:18 Nenhum comentário:
Marcadores: Agosto
Postagens mais recentes Postagens mais antigas Página inicial
Assinar: Comentários (Atom)

Colaboradores

  • MADRUGA
  • Narrador

POEMA SEM PALAVRAS

POEMA SEM PALAVRAS
um texto escrito pela Maria
Gostaria de oferecer-te um poema sem palavras
Porque as palavras são pedras duras, de arremesso.
Mesmo embrulhadas no mel com que adoço a minha boca,
Saiem tortas, ganham vida e vão implantar ferida
Nas nossas almas doloridas, tudo voltando do avesso.
Talvez se a brisa do mar te sussurrasse ao ouvido
Docemente ou em gemido, quanto te quero, meu querido,
E uma onda gigante que súbita, te invada a alma,
Acordasse os teus sentidos aos meus apelos de amor,
Verias que no terreno desse peito adormecido
Ainda há vida, há calor, para brotar uma flor…
Então aconteceria o milagre que aguardamos,
Entre as palavras já gastas e as que ainda não gastamos…
Todas as forças da terra se juntariam no céu,
Para que eu fosse tua, para que tu fosses meu !
Maria
  • Um escrito sem palavras...

AQUI TAMBÉM SE CANTA O FADO ...

  • FÃS DE MARCO RODRIGUES
  • M A R I A
  • Madruga - Um pirilampo no Jardim


Arquivo do blog

  • ►  2011 (7)
    • ►  12/25 - 01/01 (1)
    • ►  12/04 - 12/11 (1)
    • ►  07/03 - 07/10 (1)
    • ►  04/24 - 05/01 (1)
    • ►  04/10 - 04/17 (1)
    • ►  04/03 - 04/10 (1)
    • ►  03/27 - 04/03 (1)
  • ►  2010 (7)
    • ►  03/28 - 04/04 (1)
    • ►  03/14 - 03/21 (1)
    • ►  02/21 - 02/28 (1)
    • ►  01/31 - 02/07 (1)
    • ►  01/10 - 01/17 (2)
    • ►  01/03 - 01/10 (1)
  • ▼  2009 (29)
    • ►  12/06 - 12/13 (3)
    • ►  11/08 - 11/15 (1)
    • ►  09/27 - 10/04 (1)
    • ►  09/20 - 09/27 (1)
    • ▼  08/09 - 08/16 (1)
      • Até breve...
    • ►  07/19 - 07/26 (1)
    • ►  07/12 - 07/19 (1)
    • ►  07/05 - 07/12 (2)
    • ►  06/28 - 07/05 (3)
    • ►  06/21 - 06/28 (2)
    • ►  06/14 - 06/21 (4)
    • ►  05/17 - 05/24 (2)
    • ►  04/26 - 05/03 (3)
    • ►  04/19 - 04/26 (2)
    • ►  04/12 - 04/19 (2)
  • The Rain Song - Led Zeppelin

POETA CASTRADO NÃO !!!



Serei tudo o que disserem

por inveja ou negação:

cabeçudo dromedário

fogueira de exibição

teorema corolário

poema de mão em mão

lãzudo publicitário

malabarista cabrão.

Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado não!

Os que entendem como eu

as linhas com que me escrevo

reconhecem o que é meu

em tudo quanto lhes devo:

ternura como já disse

sempre que faço um poema;

saudade que se partisse

me alagaria de pena;

e também uma alegria

uma coragem serena

em renegada poesia

quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu

a força que tem um verso

reconhecem o que é seu

quando lhes mostro o reverso:

De fome já não se fala

- é tão vulgar que nos cansa -

mas que dizer de uma bala

num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história

- a morte é branda e letal -

mas que dizer da memória

de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser

o poema dia a dia?

- um bisturi a crescer

nas coxas de uma judia;

um filho que vai nascer

parido por asfixia?!

- Ah não me venham dizer

que é fonética a poesia !

Serei tudo o que disserem

por temor ou negação:

Demagogo mau profeta

falso médico ladrão

prostituta proxeneta

espoleta televisão.

Serei tudo o que disserem:

Poeta castrado, não!



in SANTOS, Ary dos. - Resumo. Lisboa, 1973.

Seguidores

VISITANTES


Powered by MegaContador
myspace layouts

myspace layouts

Tema Janela de imagem. Tecnologia do Blogger.