segunda-feira, 28 de setembro de 2009

CASTELÃ DA TRISTEZA, de Florbela, claro ...

Altiva e couraçada de desdém,
Vivo sozinha em meu castelo : a Dor!
Passa por ele a luz de todo o amor...
E nunca em meu castelo entrou alguém!

Castelã da Tristeza, vês?... A quem?...
- E o meu olhar é interrogador-
Perscruto, ao longe, as sombras do sol-pôr...
Chora o silêncio...nada...ninguém vem...

Castelã da Tristeza, porque choras
Lendo, todo de branco, um livro de horas,
à sombra rendilhada dos vitrais?...

À noite debruçada, p'las ameias,
Porque rezas baixinho?... Porque anseias?...
Que sonho afagam tuas mãos reais?...

Florbela Espenca

3 comentários:

  1. Xôdaxôes Maria

    Cá em xima ainda não temus Flores belas espancadas e o pobo de xovirus não xabe ler letras. só bytes e bytes. tanto que até apetexe dixer baitimbora. tou a comexar a gustar dexte planeta mas bim cumprir uma mixão! Nutíxias do Raul Ru2X em directo do expaxo!

    Blipes oou como cês dixem: abraxos!

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  2. Também pode haver beleza quando a tristeza bate forte.
    Cumps

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