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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O CIUME


INCIDENTES DE UMA MULHER SOZINHA SEXUALMENTE APROVEITÁVEL


A vida de uma mulher só, só, não no sentido literal, mas no sentido de “mulher não regularmente acompanhada por um espécimen de classe masculina”, tem o seu quê de fantástico, de mágico e de louco !

Um fascínio : a liberdade de se determinar absolutamente em razão da própria vontade.

Há coisas tristes pelas quais uma mulher sem companheiro nunca passa :

Nunca ninguém lhe pergunta : - desculpa, querida, porque é que hoje vamos comer uma folha de alface e couve flor para o jantar quando ainda não são 19:00h e ainda ontem mesmo jantamos pizzas e lasanhas à meia noite, depois de uma sessão tentada de “ strep tease” numa imitação desfavorável a Salma Hayek posto que as echarpes não geram veneno e enrolam-se como as serpentes… e ao menos aí… menos mal ?!...

Ninguém lhe pergunta : - Bebé, tu dizes que vás tomar um banho de mar nua, mesmo que não te acompanhe e bem sabendo que são 4 horas da madrugada e eu ia por certo molhado e constipado comparecer de manhã ao serviço, ainda que muito confortado pelo embalo das ondas do mar ?!… Nem aquela : - Querida , tu não fizeste almoço para a minha mãezinha e a pobrezinha ficou junto à lareira e televisão sozinha, enquanto ensaiavas mais um número para melhor balançar o pescoço e os peitorais em nova coreografia de dança do ventre para me mostrares no sábado à noite.

E aquela : - Oh meu amor, tens que entender se derramas um pote de essência de jasmim no banho e a fragrância invade a casa toda e simultâneamente escutas em alto som “je t’aime, moi non plus”, a mãezinha preocupa-se... É que tenho que estar integro no emprego … Enfim… os exemplos multiplicam-se

Os homens a uma esposa pedem a partilha de uma mesma rotina e organização familiar e vá lá, de quando em vez a agenda lhes permite , uma ligeira loucura.

Viver só é estar livre dessas contingências,

ter amigos em regra de sexo masculino, porque as mulheres mantém distância profiláctica de uma mulher só sexualmente apetecível ,

ouvir-lhes desabafos mas não ir às suas reuniões de amigos e família para que a companheira não se sinta insegura,

é não comentar demasiado o facebook dos amigos pela mesma razão

ou ver-se pejada de comentários tipo gato mijão marcando território seu,

dando sinal à navegação que aquele homem já pertence ao rol dos “fisgados”.

É ver, notar obrigatoriamente um homem que até nem se notara,tal tanta a teimosia da mulher em se mostrar na posição de ataque e face a isso das duas uma :

a) Ou brincar, com ele, e com ela, com os dois. Isso estimulará a relação deles. Ele cresce em auto estima ao constatar o ciúme da mulher, ela cresce em atenções para “vencer a intrusa” que o “pretende”. Ambos ganham e ela, a mulher só, sorri. É bom ver pessoas felizes.

b) Outras vezes acontece o impensado : a mulher só nunca quis aquele homem, ela até é bem formada e procura não interferir em geral na relação de terceiros,

nota aquele homem pela insistente agonia com que o “defende” sem motivo, a companheira e quando nota, pode até vir a simpatizar com ele.

Depois, aí,uma de duas, ou diz :

- ah, eu não vou incomodar-me com isto, nem levar-me por provocações;

-ou não, repara que o homem é deveras interessante e parte para a luta.

Mas ninguém pense que se luta por o afecto de um homem na internet, no facebook.

Estas mulheres “temíveis” se realmente é o que querem , caiem-lhes na vida real…

Por todos estes motivos de reflexão é importante aprender a gerir a nossa insegurança.

Todos a temos.

Mas não é inteligente criar problemas aonde ainda não existe problema algum e poderá não existir nunca.

Enfim ...

Agruras de quem só , apenas de si se acompanha, mas também tem direito ao seu espaço no Mundo de Homens livres aonde sentimentos e emoções são bens incorpóreos fora do comércio jurídico entre as pessoas…




http://youtu.be/rC2UtPQmFeM

sábado, 9 de abril de 2011

A vida renova-se ...

(fotografia de Joaquim Nogueira/ Lobices)

Assim como as flores murcham

E a juventude cede à velhice,

Também os degraus da Vida,

A sabedoria e a virtude, a seu tempo,

Florescem e não duram eternamente.

A cada apelo da vida deve o coração

Estar pronto a despedir-se e a começar de novo,

Para, com coragem e sem lágrimas se

Dar a outras novas ligações.

Em todo O começo reside um encanto que nos

Protege e ajuda a viver

Serenos transpunhamos o espaço após espaço,

Não nos prendendo a nenhum elo, a um lar;

Sermos corrente ou parada não quer o espírito do mundo

Mas de degrau em degrau elevar-nos e aumentar-nos.

Apenas nos habituamos a um círculo de vida,

Íntimos, ameaça-nos o torpor;

Só aquele que está pronto a partir e parte

Se furtará à paralisia dos hábitos.

Talvez também a hora da morte

Nos lance, jovens, para novos espaços,

O apelo da Vida nunca tem fim ...

Vamos, Coração, despede-te e cura-te!


Hermann Hesse (1877-1962),

Alemanha in "O jogo das contas de vidro", trad. de Carlos Leite

domingo, 28 de junho de 2009

Julieta

domingo, 21 de junho de 2009

Da dignidade não pode prescindir-se



Há circunstâncias na vida em que a dignidade humana pode exigir grandes sacrifícios, isto é, heroísmo.

Ninguém tem autoridade moral para exigir de outro um comportamento heróico.

Cada um de nós tem essa obrigação, não porque outros lho peçam ou censurem se o não fizer, mas porque as próprias coisas lho pedem; pede-o sobretudo a dignidade humana.

A história de todas as culturas está cheia de gestos exemplares deste tipo, fora do "normal estatístico".

Mas estas escolhas podem surgir na vida de todos os homens, em circunstâncias "normais". (Juan Luis Lorda)